A extensão da estenose, o grau de fibrose e os tratamentos anteriores influenciam a escolha entre acompanhamento, tratamento endoscópico e reconstrução uretral.
O que é estenose uretral?
É o estreitamento de um segmento da uretra, frequentemente relacionado a cicatrização e fibrose dos tecidos. Pode produzir redução do jato, esforço miccional, esvaziamento incompleto, infecções e, em casos graves, retenção urinária.
A localização, o comprimento e a quantidade de segmentos acometidos são fundamentais para compreender o problema.
Quando é necessário reconstruir?
A reconstrução é considerada quando a anatomia da estenose torna improvável um resultado duradouro com técnicas menos invasivas, ou quando há recorrência após tratamentos prévios. As uretroplastias, grupo de inúmeros procedimentos cirurgicos, representam o ¨padrão ouro¨para o tratamento das estenoses uretrais. As uretroplastias, grupo de inúmeros procedimentos cirurgicos, representam o ¨padrão ouro¨para o tratamento das estenoses uretrais.
Estenoses extensas, múltiplas, recorrentes ou associadas a fibrose exigem planejamento específico. A indicação não depende apenas da intensidade dos sintomas.
Como é feito o estadiamento?

A uretrocistografia, associada a outros exames conforme o caso, ajuda a definir localização, extensão e características do estreitamento. A avaliação endoscópica pode complementar a investigação, mas não substitui o planejamento anatômico.
A escolha da técnica depende também das condições da uretra e dos tecidos adjacentes.
E quando o paciente não consegue urinar?
A retenção urinária exige avaliação e drenagem apropriada. A passagem forçada e repetida de sondas pode agravar lesões uretrais.
Em determinadas situações, a cistostomia suprapúbica permite drenagem segura e preserva a uretra para avaliação e reconstrução posterior. Não é obrigatória em todos os casos, mas é um procedimento com indicação frequente, e que produz beneficio no pré, intra e pós operatório de inúmeros casos.
Quais técnicas de reconstrução existem?
Nas estenoses curtas e adequadamente selecionadas, pode ser possível retirar o segmento doente e realizar uma anastomose. Em outras situações, a reconstrução utiliza enxertos, frequentemente de mucosa oral, ou outras técnicas individualizadas.
O objetivo é restabelecer um canal funcional e reduzir a possibilidade de recorrência, considerando também continência, função sexual e características prévias.
Como escolher o momento e a técnica?
O planejamento é delicado e é influenciado não só pelo estadiamento por imagem, como por inúmeros outros fatores associados a estenose e a saúde geral, somados as expectativas do paciente.
Preservar sempre que possível. Reconstruir quando necessário.